Primeiro levantamento de custo de propriedade (TCO) no Brasil mostra que
o Windows é 11,2% mais barato que o software livre Assim como em outros estudos já realizados
no exterior, o sistema operacional Windows mostrou-se mais vantajoso em termos de custos em
comparação com o Linux, especialmente nos cenários de médias e grandes empresas brasileiras.
A conclusão é de um levantamento da IT Mídia e Universidade de São Paulo, que aponta que o Custo
Total de Propriedade (TCO) do sistema operacional da Microsoft chega a ser 11,2% mais econômico
do que o do software livre.
O levantamento realizado pela IT Mídia e por duas unidades da USP
teve uma base de 242 empresas de setores e portes variados, além de características diferenciadas
de utilização da tecnologia. A Faculdade de Economia e Administração (FEA) realizou a análise
econômica e de custos e o Instituto de Ciências Matemáticas e Computação (ICMC) ficou responsável
pelas avaliações técnicas. De acordo com o estudo, os gastos em treinamento e consultoria chegam
a ser até cinco vezes maiores nas companhias que utilizam Linux, comparando com o mesmo tipo de
despesa nas empresas que adotam Windows. Além disso, as licenças de software livre chegam a 21%
do total dos gastos em TI, enquanto que a plataforma da Microsoft é mais vantajosa também nesse
aspecto, com 16% dos investimentos.
A análise dos ambientes focou custos como hardware, licenças
de software, pessoal, treinamento, consultoria e downtime (período em que os equipamentos ficam
fora de uso por motivos técnicos). O objetivo, segundo os coordenadores do estudo, foi comparar
os gastos entre os diferentes produtos e ajudar as corporações a analisar seus próprios números.
O estudo realizado pela USP tem grande valor para o mercado brasileiro, porque rompe com o mito
de que há soluções tecnológicas gratuitas, afirma Eduardo Campos, gerente de estratégia de mercado
da Microsoft Brasil. Há custos atrelados às soluções de software livre e muitas vezes superiores às
do software desenvolvido comercialmente.
A diferença entre software livre e comercial é o modelo de
obtenção de receita pelas empresas, mas não há custo zero em tecnologia. O levantamento foi coordenado
pelos professores Nicolau Reinhard, da FEA, e Odemir Bruno e João Batista, do ICMC. Segundo os professores,
deve-se levar em consideração aspectos técnicos, estratégia, além de cultura empresarial e de mercado.
Além disso, são igualmente relevantes as políticas de preços, disponibilidade de serviços e recursos humanos.